9 de outubro de 2010
7 de setembro de 2010
Viagem perfeita *.*
5 de setembro de 2010
3 de setembro de 2010
...

As aulas estão quase a começar e sinto que não fiz o que devia ter feito estas férias... Estou sem ideias, tudo anda muito rápido na minha cabeça e sinto que estou perdida na minha própria casa até. Apesar do meu cansaço tento sempre procurar aquele entusiasmo de viver a vida, mas há dias em que isso se torna impossível para mim. Enfim, até amanhã.
2 de setembro de 2010
Ora bem...

Hoje... tive o tal teste no British --' os professores da lá recusam se a falar português! E se uma pessoa chega lá e não sabe dizer nada? Ah pois, mas pronto, fiquei no segundo nível --' estou um pouco revoltada, não por ter ficado no 2º nível, até porque eu já estava a espera. Confesso que ultimamente não tenho andado bem, as coisas estão a piorar e eu sinto que me estou a ir abaixo outra vez... Passatempo favorito, compras, e para variar hoje não gostei de nada, não comprei nada e saí de lá super desmoralizada, tudo me ficava largooo :/ enfim, preciso da minha psiquiatra!
1 de setembro de 2010
Alô

Hoje decidi acabar com as contas das redes-sociais! :D percebi que estava a ficar demasiado viciada nisso o que é muito mau, passo o dia inteiro metida no Facebook e hi5 e blá blá blá ou seja, sempre no pc, recentemente vi um documentário cujo tema era depressão... E percebi que a Internet ajuda para uma depressão, e assim acabo por dar pouca atenção as coisas realmente importantes! Agora falta descolar me do telemóvel! Vai ser mais difícil mas tem que ser!
12 de agosto de 2010
Amor Violento

No início era o sonho a ilusão de uma vida a dois. Planos e projectos partilhados e levados em frente por duas mentes e quatro braços. No início eram os abraços, os beijos e a paixão. Eram as promessas vãs de uma cumplicidade inexistente que apenas existia na sua mente.
Aos poucos ela vislumbrou a verdade dolorosa e violenta que foi emergindo, mas não queria aceitar, o que sempre soube, o que sempre esteve dentro da sua mente, é que o seu casamento poderia transformar-se a qualquer momento numa faca de dois gumes, fabricada na forja dos ciúmes.
Lentamente o sonho deu lugar à desconfiança, a desconfiança à destemperança, a destemperança à violência; a violência à dor, e por incrível que pareça, a dor ao amor. Um amor fracassado que não sabe ser feliz, que só sabe marcar a punho, a murros, a insultos a sua presença. Um amor com sabor a traição, com odor a álcool, que exalava do hálito do seu companheiro , quando irrompia pela casa embrutecido e selvagem e a obrigava abrir as pernas e se servia dela, como objecto de prazer, como se uma qualquer se tratasse, sem qualquer significado para ele, e lhe violava mais do que o corpo a sua alma revoltada. Um não amor manchado pelo sangue da violência, da prepotência!
Sim, ela por fim percebeu que a sua vida não era senão uma faca de dois gumes que aos poucos a cortava e despedaçava. Percebeu que não há caminho que tome que a possa libertar. Se ficar do seu lado, será aos poucos mutilada, mesmo que o não seja fisicamente.
As humilhações e os insultos mutilam a sua auto – estima. Enquanto os seus punhos cerrados, lhe deixam nódoas negras no seu corpo e no seu coração pisado de sangue e maus-tratos. Se o deixa e foge, ele persegue – a e não a deixa viver. Ela sabe que vive num beco sem saída. E como não tem saída possível, volta para trás, sabendo que só sairá ferida, pela faca de dois gumes em que se transformou a sua vida. Talvez seja essa a saída, uma faca de dois gumes que possa cravar no coração, ou quem sabe se a loucura e a coragem o permitirem possa ela também cravá-lo no dele, num último abraço fatal.
4 de agosto de 2010
'O AMOR'

O que é amor? Tem uma definição? Pode-se descrever? Quando sabemos que o que sentimos é amor? O amor tem um fim?
São apenas meras perguntas que me passam pela cabeça cada vez que penso ‘no amor’, Sou muito nova para falar disto, é o que muitas pessoas dizem. Pois percebi que essas pessoas estão erradas, como muitos sabemos, ‘o amor’ não tem idade.
‘O amor’ é um sentimento, muitos não o sentem, outros não o sabem distinguir, alguns o comparam a objectos ou tais coisas chamadas tocáveis. Também há quem chame esse sentimento por ‘fogo’ ou ‘chamas’.
‘O amor’ não são apenas vivências agradáveis e bonitas, ‘o amor’ é um mudo aparte do real, é um mundo inexplorado por muitos, gasto por outros, e inexistente por alguns.
Quando sabemos que o que sentimos é ‘amor’? Quando queremos proteger, quando nos preocupamos, quando somos capazes de tudo para ver a pessoa amada feliz, quando nos sentimos desiludidos pela pessoa amada, quando nos sentimos magoados, quando sentimos saudades, quando não resistimos, quando apenas de pensar nessa pessoas sorrimos, quando fazemos loucuras e coisas parvas até sem intenção por quem amamos, quando ficamos horas a fio a falar com essa pessoa, quando sentimos aquele frio na barriga, aquela sensação do irreal apenas por estar perto dessa pessoa, quando temos ciúmes, quando nos sentimos revoltados, quando queremos agradar, quando queremos satisfazer.
Não estou a falar apenas do ‘amor’ erótico, mas sim de todas as formas e maneiras de amar.
Um verdadeiro ‘amor’ apenas acaba, quando já não existe vida, quando o coração já não bate, é aí que a ‘chama’ apaga. É esse ‘o amor’ do qual estou a falar, daquele amor intenso, daquele amor que poucas vezes sentimos, mas uma vez existente, ou ‘encarnado’ em nós, jamais esquecido.
Ouvi muitas histórias de amor, está da qual vou falar foi de um homem de New York, e ele disse ‘ A minha mãe sempre me disse, quando tu encontrares ‘a tal’ no principio vêem os beijinhos, tantos e tantos que nem dá vontade de parar, passado 2 meses só vais querer cuspir, e aí tu pensas, ‘o amor acabou’. Somos nós que construímos o amor, nunca nos devemos acomodar pois aí o ‘amor’ vai passar a ser uma rotina. Quando pensas no ‘amor’ pensa sempre em evoluir, apaixonas-te vais viver com o teu amor de baixo de uma casa pequena, depois vêem os filhos e vão ter que mudar de casa, vêem os netos e vão precisar de uma casa maior. Esse sim é amor, é evoluir’.
A segunda história da qual vou falar é de uma mulher de Mali ela descreveu ‘o amor’ de uma maneira engraçada mas bastante verdadeira ‘O amor, é como um ovo. Temos de ser muito cuidadosos com ele pois se o agarrarmos com muita força, corremos o perigo de o esmagar, porém se não o agarrarmos com cuidado ele pode cair e partir-se, o amor é assim é frágil'
3 de agosto de 2010
Do melhor!
SPUNE=DIZ (romeno - português)
Ric @ spune:
epah meninas
e assim
tenho que falar convosco
ANA CATARINA C.C. spune:
omg
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
LOL
ANA CATARINA C.C. spune:
diiiz
Ric @ spune:
e assim
tu oh lesbica mor
tem cama :c
tou um pouco triste
pq e o seguinte, a ana ainda e naquela
tem ar de lesbica uns tiques marados(so pa atrofiar) ahah
agr
patrcicia? tu????
naoooooooooooooooooooooooo
nao podes ser a parceira dela porra
e é se me queres prexar os abdomes xD que nem existem
ANA CATARINA C.C. spune:
AR DE LESBICA? xD pronto
Ric @ spune:
ya
tens
qd tivemos juntos eu tava cm cabelo de gaja, por ixo eq houve aqele impacto dentro de ti e dixexte a tua amiga nao sei quantas "aii ele e tao giro nao tens noxao e fex uma cara tao fofinha *-* amo o cabelo dele"
sempre suspeitei
ANA CATARINA C.C. spune:
cabron! eu fui tao querida e agora dizes que sou lesbica
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
Epah decidam se
Ric @ spune:
ahahahahah xd
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
eu sou so uma
Ric @ spune:
LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOl
peraaaa ai
xixi "decidam-se" naooo decidam-se voxex eu qero saber quem e lesbica e quem nao e
:c
ANA CATARINA C.C. spune:
a patricia vai ser a minha parceira
Ric @ spune:
ana, nunc ame esqueci das msg ahah xD
ANA CATARINA C.C. spune:
ja reparei
eu sou lesbica xD
a pats tambem
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
eu gosto que lutem por mim <3
ANA CATARINA C.C. spune:
(diz que sim) cof cof
Ric @ spune:
cof cof?
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
o premio sou eu
Ric @ spune:
engasgate!
entao
cada um catarina
tem uma chance agr
temos que lhe dixer uma frase
mas so uma
a que ela gostar mais
fica cm ele
:c
manda a tua frase agr
aqi
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
isso é fraco
Ric @ spune:
nao nao :c
ANA CATARINA C.C. spune:
Patricia eu amo-te como nunca amei ninguem com paxaxinha ficas comigo para o resto da minha vidinha?
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
tem que ser um poema
ANA CATARINA C.C. spune:
desculpa so por esta
ganhei
Ric @ spune:
peraaaaaaaaaaaaa
agr a minha xd
ahah
ANA CATARINA C.C. spune:
*pesquisando e fazendo copy past do google*
xD
Ric @ spune:
Patricia quero tar contigo debaixo de um sol escaldante, por favor fica cmg e nao cm esse cagalhao ambulante
na na xD ahah
ANA CATARINA C.C. spune:
:c
Ric @ spune:
atao? quem ganhou? ahah LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOl
ANA CATARINA C.C. spune:
eu nao te ofendi!
Ric @ spune:
eu tb ano
LOl
ahahah xD
cagalhao ambulante e melhor que lesbica :c
ANA CATARINA C.C. spune:
vai tomar no cu :c
Ric @ spune:
o
*
insensivel magoasteme
vou por um penso :c
O teu nome no meu telemovel ta como patricia xixi, mas descanxa que qerote a ti e nao ao teu pipi
va agr esta ja conta :c
ANA CATARINA C.C. spune:
porco
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
agora
calem se
Ric @ spune:
oki
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
sou eu que falo
Ric @ spune:
oki
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
portanto
fazemos assim
a ana quer o meu pipi, e tu não portanto, partilhem gente!
Ric @ spune:
pera
ANA CATARINA C.C. spune:
ok
Ric @ spune:
tive uma ideia melhor
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
lol
Ric @ spune:
menage!
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
NOT
ANA CATARINA C.C. spune:
pronto!
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
Oh ana!
ANA CATARINA C.C. spune:
SO FALTAVA!
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
Ah
Ric @ spune:
atao? xD ahah
ANA CATARINA C.C. spune:
xD
Ric @ spune:
fg
tinham de tar contra pah :c
ANA CATARINA C.C. spune:
nao gosto dji pilinha!
Ric @ spune:
calate pah xD
ANA CATARINA C.C. spune:
por isso é que sou lesbica!
Ric @ spune:
mas eu tenho pila nao tenho pilinha
mas tb nao tenho pilona LOl
ANA CATARINA C.C. spune:
tens tens
Ric @ spune:
nao tem 20 nem 30 centimetros
tem 17.8 centimetros :c
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
Ana como sabes?
ANA CATARINA C.C. spune:
pilinha piquerruchinha que nem se be!
*ve
Ric @ spune:
ahah xD
boa pgta xixi
ANA CATARINA C.C. spune:
ai eu sei tanta coisa
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
xixi?
mau
Ric @ spune:
oh atao?
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
muito mau
Ric @ spune:
eu auto-tituleite assim
Lol
es xixi pq es brlhante cm ele *-* sim o meu brilha qd tou a mijar
ANA CATARINA C.C. spune:
tas a perder pontos ric xD
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
tas tas bebe..
ANA CATARINA C.C. spune:
xD ahhhh TOMAAA!
Ric @ spune:
ai é????
tao voulhe dar o melhor
queres ver?
ANA CATARINA C.C. spune:
...
Ric @ spune:
patricia se partilhamos um universo lindo, que por nos dois e unido.
Contigo e cmg ele nao se quebra-ra, pois nenhum de nos se separa-ra.
Es como uma flor no meu jardim, odeio quando te tratam como o capim.
Tudo o que disse é o que penso, agora acabo com um amo-te imenso.
Toma tenta vencer ana ahah
ANA CATARINA C.C. spune:
Patricia conheces a historia da lua? ela tinha uma amante no mundo dos espiritos chamada Cat's, elas eram felizes com um amor eterno, ate que um dia o espirito mau Ric disse a Cat's que a Lua gostava de rosas vermelhas que apenas existiam na Terra. Cat's que fazia tudo pela lua foi a terra e colheu 5 rosas vermelhas. Mas cat's nao sabia que depois de o espirito deixar o seu mundo nao poderia sair
da terra. e assim Cat's uiva agora todas as noites pela lua
Ric @ spune:
eu conhexo exa historia
ANA CATARINA C.C. spune:
pois nunca mais lhe pode tocar ou sentir nos seus braços. Mas o amor é eterno. e Lua chama-se patricia
TOMAA!
Ric @ spune:
assim nao valeeeeeeeee
ANA CATARINA C.C. spune:
vale sim
Ric @ spune:
exa historia ja a ouvi bue x :c
ANA CATARINA C.C. spune:
ela nao conhece
Ric @ spune:
LOl
ANA CATARINA C.C. spune:
por isso vale
Ric @ spune:
com isto tudo ana xD
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
ric tens melhor?
Ric @ spune:
tamos a levar um ganda desprezo
tenho sim
ANA CATARINA C.C. spune:
TOMAA!
Ric @ spune:
qeres q conte?
ANA CATARINA C.C. spune:
nao tens nao
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
mostra o que tens!
Ric @ spune:
mostrar nao mostro xD nao teho web LOOOOl
pera
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
--'
Ric @ spune:
Es uma mulher, por muito que te sintas mal com algo em ti, tanto no corpo como mentalmente, lembrate que em milhoes de milhoes de mulheres, tu es unica. Ate podias ser gorda, magra, ou ate mesmo normal como es, eu iria sempre amarte, e se eu foxe algo preso a terra, ganhava forxax com o amor que tenho por ti e lutava contra todos os males de maneira a conseguir voar ate a lua e voltar a tar contig
abraxarte tocarte e sentir de novo o cheiro unico que tens que ate mesmo da terra eu o sentia
era ele e as nossas memorias que me mantinham vivo ate a ultima respiraxao de cada dia que passava sem ti
tomaaaaaaaaa
:c
ANA CATARINA C.C. spune:
isso é tudo muito lamechas
eu sou mais original
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
ana tens melhooor?
xD
ANA CATARINA C.C. spune:
tenho
Ric @ spune:
eu sou lamechas
calate pah xd ganhei isto
que tenho d eme ir embora
ahah LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOl
olhem sabem q mais?
ANA CATARINA C.C. spune:
patricia eu amo-te e por muitas coisas que escreva nunca vou conseguir descrever o que sinto! amo-te e pronto, sabes que sim
Ric @ spune:
MENAGE A TROIS
ANA CATARINA C.C. spune:
GANHEEEI!
Ric @ spune:
ta feito
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
todos têem direito de falar
ANA CATARINA C.C. spune:
sou honesta
nao!
MENAGE O CRL!
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
lol
tenho que me decidir né?
Ric @ spune:
yup
esoclhe os dois
ao menos nao sou ciumento
confiu em ti
POWWWWWW ARREBENTEI AGR
ahah
tma xD
bem agr axerio
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
eu escolho os dois!
Ric @ spune:
ana e patricia
tenho de ir tb?
bjinho meus amores
@
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
beijo@
Ric @ spune:
patricia ja te mando msg ta? ontem adormeci sorry xD
É A RAPARIGA DO SORRISO spune:
na boa
ANA CATARINA C.C. spune:
beijinhos
Ric @ spune:
ana bjocas dps a gente vexe na net
(PEÇO DESCULPA SE ALGO NÃO SE PERCEBEU)
1 de agosto de 2010
Never a failure, always a lesson.

E cá estou eu, voltei ao que era, aquela rapariga cheia de sonhos, vontades, histórias para contar, recuperei o meu sorriso, recuperei a minha vida, que tinha deixado algures, já não sei bem onde.
Voltei a sentir o coração a bater bem forte...
Já tive algumas recaídas, mas felizmente nada de mais, tenho os meus altos e baixos, penso que faz parte.
Porem, mudei. Mudei as minhas atitudes, algumas para bem, outras para mal. Mas estou bem comigo própria, é o que mais me interessa neste momento.
Passado 7 sessões com a minha psiquiatra e com muito esforço consegui engordar o que é óptimo, a relação com a minha mãe piora a cada dia que passa, mas são raros os dias em que ela consegue mandar me abaixo, estou cada vez mais 'longe' dela...
Continuo sem falar com o meu pai, não sei nada dele, talvez seja melhor assim...
Aprendi muitas lições nos últimos tempos, aprendi que se não somos nós a lutar pelo que queremos ninguém vai lutar por nós, aprendi a lutar contra os meus medos, aprendi que nada nem ninguém me pode deitar abaixo, aprendi a não sentir pena, aprendi a lutar, aprendi muito, enfim.
14 de julho de 2010
14.07.2010
Ana Catarina, pah tu és uma chata, bue parva, mesmo muito, meu és tão convencida, pah não sei mas eu odeio-te. Sinceramente era isso o que dizia de ti se aquela conversa naquela noite não tivesse acontecido foi ali que tudo mudou. Não sei se te lembras bem como começou, estávamos a discutir pelo Nick, ridículo meu deus! 'eu: qual é o teu problema? tu: tu? eu: para com isso! tu: não?' Obrigada por não teres parado, porque muito provavelmente se tivesses parado eu não teria conhecido uma pessoa, que não encontro uma só palavra para te definir... És uma miúda sensível mas não o queres admitir ou até lá no fundo o admites mas não o queres parecer (peço desculpas estar a dizer aqui cenas muito improprias ou coisa do género)és das poucas que me conhecem bem, que sabem verdadeiramente o meu passado, pah, aquelas conversas todas que nós tivemos marcaram mesmo (conversa de pita mesmo xD lamechas e tal... ) Lembras-te da primeira vez quando nos encontramos? Fui ao Camões meu deus e eu nem sei o que havia de falar, tu e a Didi foram tão queridas comigo, acho que a partir daquele dia em que começamos a ligar a cam enfim tu sabes, aquelas confissões todas, pah és bue *.* quando estou contigo é só rir, naqueles dias em que não vens ao msn para a nossa sessão de cam pa, sinto a tua falta :b espero que isto não seja uma seca para ti, juro que me estou a esforçar para que este texto seja fofinho mas pronto se não gostares é a vida, ya ya podes gozar depois.
Resumindo e concluindo, Ana Catarina eu gosto imenso de ti, já fazes parte do meu dia-a-dia, e espero pah espero que passes bem xD
Didi, a cada dia que passa conheço te ainda melhor, és uma miúda 5*, lembro me que mal me conhecias e contava-te os meus problemas e tu sempre me ajudavas opah *.* gosto bue de ti!
João Brancooo, opah já sabes, adoro-te bue <3 és um amigo extraordinário, um amigo impecável, ainda estou para ver o dia em que nos vamos encontrar! :D
10 de julho de 2010
Amo-te pai.

Quero voltar a aqueles momentos em que me abraçavas e me protegias, a aqueles momentos em que sabia que nada de mal me podia acontecer, aqueles momentos de uma criança feliz, quero ter a minha infância que nunca tive, a infância que me roubaram, quero voltar a aqueles momentos que não me recordo, aos bons momentos.
Tenho tantas coisas para te perguntar... Porque me fizeste sofrer tanto? Eu era apenas uma criança, era a tua filha e não merecia, eu sei que estas arrependido, e lá no fundo também sei porque o fizeste, resta admiti-lo, mas tu nunca o vais fazer, afastaste-te de mim como nunca imaginei que fosses capaz de o fazer, afastaste-te de mim porque pensaste que fosse melhor para mim, foi, por um lado foi, mas agora percebo que não está a ser, eu sei que estás a sofrer, e eu ainda mais, estou a sofrer por tudo o que me fizeste e o que me estás a fazer, mas tu não percebes que te estás a matar só a ti, mas também estas a matar a tua filha, a tua única filha.
Nunca ninguém percebeu isso porque eu não quis, tinha esperança. Cansei, com 17 anos sinto me exausta, sinto me sem forças, porque por tua causa, vivi o que tinha a viver em 17 anos. Sim, considero-me uma mulher, muitas vezes tento disfarçar isso pois na verdade sou uma adolescente e tenho que ter uma vida de adolescente. Sou criticada pela maneira de ser pois essa máscara que eu criei para me defender das críticas que ouço constantemente está prestes a cair, diariamente choro e penso em ti, é triste mas não me recordo dos bons momentos que passamos, talvez por terem sido poucos, ou talvez por te-los vivido muito nova, não sei, apenas quero acreditar que existiram.
Nunca me viste chorar, tentei ser aquela filha exemplar para ti e para a mãe, lutei mais do que tu próprio por ti, lutei pela família, lutei pela felicidade, mas nada consegui.
Sempre me preparaste por estes momentos, porque sempre soubeste que não eras capaz de parar, queria acreditar que não e sempre pensei que conseguia passar por isto, mas neste momento, sou incapaz. Eu não te quero perder. É verdade, não foste um bom pai, mas és o meu pai, sempre te amei juro, e com o pensamento nunca duvidei do teu amor por mim. Magoaste-me muito, não só a mim, as pessoas da tua volta também, mas eu sou a tua filha, como conseguiste? Porque és tão fraco? Porque foste tão fraco? E agora, como se não bastasse este afastamento tu vais te embora, vais me deixar, e nunca mais vou poder ouvir a tua voz, nunca mais vou poder sentir aquele abraço, o teu perfume... Será que alguma vez pensaste no quanto me estás a magoar?... Resta-me apagar os maus momentos, e continuar a lutar, mas desta vez não por ti, não pela minha mãe, não para vos provar que sou aquela filha que todos os pais queriam ter, mas sim por mim. Pelo que sou, pelo que aprendi, pelo que vivi e pelo que ainda quero viver. Sinto-me tão fraca quanto tu, porém a mim ainda me resta uma pequena esperança que tudo vai melhorar e é apenas isso que todos os dias me faz lutar e me deixa com um sorriso na cara pois de ti, novamente, estou a espera daquilo que sempre soube que irá acontecer e neste caso mais cedo do que devia. Mas espero que nunca te esqueças de que te amo pai, sempre te amei, e estarás sempre no meu pensamento.
7 de julho de 2010
Já não sou tua.

Nada do que tu fazes tem sentido, magoaste-me como só apenas uma pessoa conseguiu magoar-me, e mesmo assim ainda te dou importância. Gostava apenas de te tirar de dentro de mim, ou então tirar-te algo que me pertence. Não consigo perceber-te, o que se passa contigo, tu não eras assim, ou então conseguiste enganar-me todos os dias durante este tempo todo.
Dói-me a tua ausência, o facto de ver como tudo se tornou tão... diferente.
Neste momento tenho a certeza de que tive uma certa culpa nisto tudo, tu eras o centro da minha vida e simplesmente não merecias ter um lugar tão importante na minha vida.
Eu passei por coisas bem piores, e de facto tu não passas de um passa-tempo para mim, o que sinto por ti? Não sei, muito provavelmente, pena?? Pena por seres o que és, uma pessoa sem personalidade, sem carácter.
Eu sei que mais tarde ou mais cedo, tu vais admitir, até esse dia, vai sentindo a minha falta, pois mais ninguém te vai dar tanta importância e amor como eu te dei. Entretanto, perdeste-me.
22 de junho de 2010
Sê dono da tua vida!

Espera só mais um ou dois minutos, eterniza este abraço, grava-o na tua memória para que amanhã e depois, e depois te dê apoio e protecção, te faça sentir amado e desejado, como uma mãe que ama um filho, sempre e em silêncio, sem nunca perder a paciência, sem nunca cobrar, sem nunca pedir, só dar, dar, dar.
Espera ainda, esconde tudo leva o meu cheiro para casa e esconde-o dentro de uma gaveta, não deixes que ninguém saiba que te quero e te desejo, não deixes que te falem de mim, não oiças o que os outros te dizem, eles não estão no meio de nós, ninguém está no meio de nós, só nós é que estamos aqui, a vida que vivemos é a nossa vida e não a que os outros querem que seja. Vive cada minuto intensamente e no maior segredo, faz como aquele poeta que só deixou que as suas palavras fossem lidas depois de morrer, para que ninguém o julgasse ou pudesse apontar-lhe o dedo.
Guarda-me bem, perto de ti, sempre perto, mesmo que eu não te veja ou tu não me fales, estarei ali, junto de ti, como Vénus sempre atrás da lua quando o dia cai e a noite se levanta, silenciosa, altiva, celeste e discreta. Deixa-me ficar ai, ai ninguém me vê, estou protegida pela discrição da noite, pelo silêncio dos pássaros que já dormem e não nos podem denunciar. Serei uma sombra, um suspiro, um sorriso, uma festa no teu cabelo.
E a minha presença, certa e segura junto ao teu coração, vai-te trazer de volta os sons das nossas conversas, a temperatura das nossas mãos entrelaçadas uma na outra, o sabor da minha boca na tua, o meu olhar dentro do teu como se nunca tivesse partido, como se nunca mais precisasses de voltar a essa estúpida rotina que nos rege os dias e as noites, e nunca mais te sentirás uma pessoa normal, igual às outras, porque é agora que podes ser dono da tua vida e do teu coração, é agora que tudo pode acontecer de outra forma e a vida se transformar em algo que sempre sonhaste!
Confissão nº25
Um dia...

Um dia, todos nós vamos para a solidão de um túmulo. Uma criança com um dia de vida já é velha o suficiente para morrer. A morte é a derrota da medicina. Todavia, apesar das limitações da ciência, devemos usar todas as nossas habilidades, não apenas para prolongar a vida, mas para fazer dessa breve existência uma experiência inesquecível. Os médicos devem ser pessoas de rara sensibilidade, artesãos de emoções, profissionais capazes de ver as angústias, ansiedades e lágrimas que se escondem sob os sintomas. Caso contrário, tratarão de órgãos e não de seres humanos. Acima de tudo, os médicos, bem como todos os profissionais da saúde, devem ser vendedores de sonhos. Pois se conseguirmos fazer os nossos doentes sonharem, ainda que seja com mais um dia de vida ou com uma nova maneira de ver as suas perdas, teremos encontrado um tesouro que os reis não conquistaram.
19 de junho de 2010
17 de junho de 2010
Amor?

Vou dormir... fechar os olhos e sonhar contigo, abraça-te, beijar-te e dizer que te amo..
As saudades são tantas.. tantas que nem consigo traduzi-las em palavras e tu.. tu continuas a não querer saber de mim..
Como o amor é estúpido...
16 de junho de 2010
12 de junho de 2010
Ainda não acabou

Isto nunca acabará, aconteça o que acontecer.
A estabilidade mental atingiu o seu ponto critico, os meus sentidos estão contaminados. Nunca sairei deste inferno. Tudo questiona a minha saúde mental. Faz-me perder o controlo. Não posso confiar em mim. Se alguém me ouve, chama-me à razão, mas dão meia volta e deixam-me a falar sozinha. A ansiedade põe-me nervosa e frustrada, por isso perco a cabeça ou bato com ela na parede. O isolamento e a cólera impedem a minha recuperação, não me deixam ficar curada.
A confusão põe-me fora de mim e desespera-me. O meu mundo é feito de desilusão e compaixão, nada mais que uma miragem, transparente, inexistente. Procuro tocar na minha alma, mas ela desapareceu. Perdi-a algures.
7 de junho de 2010
6 de junho de 2010
Perfect friendship

Catarinaaaa, meu amor :P há tanto teeempo! Já lá vão 4 anos! Dá para acreditar? Foi e continua a ser tudo tão perfeito...
És e não tenho duvidas de que serás sempre umas das minhas poucas melhores amigas, desde o primeiro dia, até hoje tens sido tudo na minha vida, nos bons e maus momentos estiveste sempre lá. A fim destes 4 anos, cheguei a conclusão que és indispensável na minha vida!
Lembro me tão bem do primeiro dia de aulas! Foste a única que veio falar comigo, foste a única que esteve sempre ao meu lado, omg os momentos todos que passamos juntas, as cartas que nos já escrevemos! (Ainda tenho todas as cartas que me deste até agora!) ainda tenho a foto com a tua mãe, ainda tenho o caderno que escreveste para mim! Tudo tão perfeito!
És uma pessoa maravilhosa, eu amo-te mesmo, nunca te quero perder por nada deste mundo, és simplesmente única e indispensável! Amo-te best! Para sempre (:
5 de junho de 2010
Quero-te de volta...
P.S Continuo a adorar-te.
4 de junho de 2010
O silencio diz tudo, sinto a tua falta...
Para que palavras? Se tudo foi em vão...
Para que sentimentos? Se tudo morreu...
Para que mágoas? Se ninguém se vai importar...
Para que isto tudo? Se nada vai voltar...
E agora voltei a mesma estrada, sou o palco da minha vida, é onde a acção, o drama, a comédia ocorre. Sou o centro da minha vida, não tu, nem ele, nem ela importa.
Nunca tinha percebido que eu, sou apenas eu, sem ninguém, e nada irá mudar para alem de mim...
Não é por tu seres minha amiga que faz de mim uma pessoa melhor ou pior, nem é por tu seres o meu melhor amigo que vou mudar para pior ou para melhor...
Achas te melhor do que eu? Talvez, mas antes de dizeres algo ao meu respeito, dá-te ao trabalho de me conheceres o suficiente para me julgares.
Tenho defeitos, qualidades como qualquer pessoa, todos nós temos. É bom, se não a vida era demasiado aborrecida, penso eu, mas sou apenas eu.
Nada do que eu penso interessa a ninguém, nada do que eu digo tem sentido, para ti, porque para mim está tudo ligado, nada acontece por acaso, todos os a fracassos, erros, victórias ou derrotas são em vão, aprendo sempre com isso, se não aprendo a primeira é porque volto a cometer o erro, uma segunda ou uma terceira vez, os erros são cometidos até eu aprender que É UM ERRO, e depois volto a recuperar tudo, ou quase tudo (: não importa. Agora vou ouvir música, talvez volte amanhã.
26 de maio de 2010
22 de maio de 2010
Existe uma criança dentro de mim

Às vezes somos possuídos por uma sensação de tristeza que não conseguimos controlar - dizia ele. - Percebemos que o instante mágico daquele dia passou e nada fizemos. Então, a vida esconde a sua magia e a sua arte.
Temos que dar ouvidos à criança que fomos um dia e que ainda existe dentro de nós. Essa criança percebe de instantes mágicos. Podemos sufocar o seu pranto, mas não podemos calar a sua voz.
Essa criança que fomos um dia continua presente. Bem-aventurados os pequeninos, porque deles é o reino dos céus.
Se não nascermos de novo, se não tornarmos a olhar a vida com a inocência e o entusiasmo da infância, viver não terá mais sentido.
Existem muitas maneiras de se cometer suicídio. Os que tentam matar o corpo, ofendem a lei de Deus. Os que tentam matar a alma, também ofendem a lei de Deus, embora o crime seja menos visível aos olhos do homem.
Prestemos atenção ao que nos diz a criança que temos guardada no peito. Não nos envergonhemos por causa dela. Não vamos deixar que ela tenha medo, porque está só e quase nunca é ouvida.
Vamos permitir que ela tome um pouco as rédeas da nossa existência. Essa criança sabe que um dia é diferente do outro.
Vamos fazer com que ela se sinta amada novamente. Vamos agradar-lhe - mesmo que isso signifique agir de uma maneira a que não estamos acostumados, mesmo que isso pareça uma tolice aos olhos dos outros.
Lembrem-se que a sabedoria dos homens é a loucura diante de Deus. Se ouvirmos a criança que temos na alma, os nossos olhos tornarão a brilhar. Se não perdermos o contacto com essa criança, não perderemos o contacto com a vida.
Confissão nº22
Alma de passaro
Fazes-me falta, meu amor. E a falta que me fazes não se resgata nas palavras, nas esperas, na conjugação estóica do verbo aceitar. Eu sei que tudo o que te digo cai por terra, que a minha espera é inútil, que nunca saberei conjugar o verbo, que tudo muda, mas é sobretudo o que menos desejo ou mais temo.
20 de maio de 2010
As cores da vida
Onde foram todas as cores?
Quero poder pintar o meu mundo de cores, dar á minha vida o brilho do arco-iris que em minha infância pintei!Cheio de cor, de sonhos, esperanças!Quero dar todo esse sabor á minha vida, quero poder amar, saborear o amor...
É complicado quando as tintas faltam, quando a tela rasga, quando o pincel é a única ferramenta..
Quando nós e apenas nós nos temos a nós próprios para encontrar as cores e o arco-iris para pintar...
Devolvam a minha tela, quero poder pintar o meu retrato, quero pintar de cores a minha sombra escura, quero transforma-lá em algo que eu possa amar, algo que faça elevar o meu sonho a minha esperança...
A pouco e pouco deixarei de ter a sombra negra e passarei a ter duas sombras de mao dada, duas almas que se encontraram no infinito e que ficaram na realidade!!!
Quero encher o mundo de todas as cores que existem, pintá-lo até ao infinito, quero mudar todas as cores, tornar tudo diferente, mudar o mundo...
E se um dia pintasse todos aqueles cantos escuros e medonhos de cores claras e brilhantes??
Se um dia pintasse o mundo e espalha-se a alegria??
Apenas se encontra-se as cores que tanto procuro, as cores do meu arco-iris!!!
Se te encontra-se coberto de azul no meio do verde da floresta!!!
E as nossas cores se fundissem naquela cor única, inigualavel a outras, naquela cor que falta no meu arco-iris!Enfim a cor que procuro!?
Pois todos nós somos puzzles por completar, onde hão-de faltar sempre peças, pequeninas peças feitas de cores diferentes!!
Vou encher o mundo de cores!!
Á procura das cores que possam pintar o meu arco-iris!!
A vida é um puzzle, e nós somos algumas das peças que procuramos, elas encontram-se dentro de nós, na voz da nossa alma!!
Tu, tu és a peça que me falta, mas afinal quem és tu? Se ao menos eu te pudesse encontrar por entre a neblina da montanha!!
Ou se ao menos me pudesses encontrar neste frio esconderijo!
Procurando a peça completante esperando que seja ela me encontrar!
16 de maio de 2010
Confissão nº21
13 de maio de 2010
Tempo&Amor
fracos e ateia os mais fortes. É uma espécie de teste, uma prova cega,
uma forma inequívoca de clarificar a essência daquilo a que tantas
vezes queremos chamar amor e que ainda não é mais do que o minúsculo
embrião de futuro incerto e tantas vezes improvável.
O tempo está para o amor como o vento para os incêndios. Alastra
repentinamente, traiçoeiro e sem aviso, vai para lugares onde nunca
pensamos que pudesse sequer chegar, faz-nos tremer, sofrer, rezar,
dá-nos vontade de lutar para o combater, porque não sabemos para onde
vamos, o que queremos nem se seremos os mesmo depois do fim... e por
isso receamos o fim antes mesmo do princípio, imaginamos cenários
apocalípticos para proteger o coração cansado e errante que não quer
ainda, apesar de tudo, parar para pensar ou escolher um lugar.
O tempo está para o amor como está para tudo o resto na vida. É o
tempo que nos dá maturidade, que nos ensina a distinguir o que é
urgente daquilo que é mesmo importante, que nos mostra onde estão os
verdadeiros amigos, que nos dita quais os princípios pelos quais nos
regemos e como deveremos lidar com as nossas fraquezas. O tempo
ensina-nos a viver com os nossos defeitos e a respeitar as diferenças
dos outros. Dá-nos sabedoria, tolerância, paciência, distância,
objectividade, clareza mental. Afasta as dúvidas e as hesitações.
Poupa-nos de decepções e enganos. Abre-nos os olhos quando somos os
únicos a não ver. E dá-nos força para continuar, mesmo que o amor seja
uma ausência, uma perda, uma falta, uma desilusão.
Mas o amor está para o tempo como uma vela acesa numa noite de luar. O
amor é trémulo, impaciente, frágil, volúvel, fraco, fácil de acender.
Tantas vezes se consome a si próprio, tantas vezes é tão fácil de
apagar, para depois se reacender, voltar a vacilar, incerto e
inseguro, quente mas efémero, forte mas falível, romântico mas tantas
vezes superficial...
O amor abre o coração, desprotege o espírito, acorda o corpo e aquece
a alma. Pode nascer de um olhar mais longo, de uma conversa à mesa, de
um passeio à beira-mar, da simples passagem da palma de uma mão por
uma cintura desprevenida. Não tem regras, nem tempo, nem cores, porque
não tem limites, nem compassos nem contornos. Por isso é que quando
nos apaixonamos enchemos páginas inúteis com os defeitos e qualidades
do nosso amado sem chegarmos a nenhuma conclusão. E ao vermos nele
alguns defeitos que tanto abominamos, condescendemos, abreviamos,
contemporizamos e deixamos passar. Porque o verdadeiro amor é aquele
que resiste ao tempo, sobrevive às dúvidas, emerge do medo e aprende a
dominá-lo.
Amar é outra coisa. É dar sem pensar, é sonhar o dia todo acordado e
dormir sem nunca adormecer, é galgar distâncias com agilidade e
destreza, é viajar sem sair de casa, escolher livros e programar
surpresas, namorar o telefone à espera que ele toque, acordar depois
de duas horas de sono com cara de bebé, sentir que somos invencíveis e
que a perfeição está tão perto e é tão fácil, que a morte já podia
chegar, sem termos medo de perder a vida.
O verdadeiro amor é absoluto, indestrutível, estóico, inflexível na
sua essência e tolerante na sua vivência, discreto, sóbrio, contido,
reservado, escondido, recatado, amadurecido, desejado, incondicional,
amargurado, sagrado, sobressaltado. O verdadeiro amor é delicado, bom
ouvinte, cúmplice, fiel sem ser servil, atento sem se impor, carinhoso
sem cobrar, atencioso sem sufocar e muito, muito cuidadoso para nunca
se perder, se estragar, se esquecer ou desvirtuar. O segredo está no
tempero, na moderação, nas palavras que nunca se chegam adizer, nas
conversas perdidas à beira do rio, no olhar que fica no ar, no tempo
que é preciso dar para que cresça, amadureça e deixe de meter medo. É
preciso dar tempo ao amor, um tempo sem tempo, sem datas nem prazos,
sem exigências nem queixas, porque o amor leva o tempo que for
preciso.
Confissão nº19
Diário da tua ausência
Diário da tua ausência
Confissão nº 18
Confissão nº17
Confissão nº 16 [Não há coincidencias]
Lições do amor

Espera só mais um ou dois minutos, eterniza este abraço, grava-o na tua memória para que amanhã e depois, e depois te dê apoio e protecção, te faça sentir amado e desejado, como uma mãe que ama um filho, sempre e em silêncio, sem nunca perder a paciência, sem nunca cobrar, sem nunca pedir, só dar, dar, dar.
Espera ainda, esconde tudo leva o meu cheiro para casa e esconde-o dentro de uma gaveta, não deixes que ninguém saiba que te quero e te desejo, não deixes que te falem de mim, não oiças o que os outros te dizem, eles não estão no meio de nós, ninguém está no meio de nós, só nós é que estamos aqui, a vida que vivemos é a nossa vida e não a que os outros querem que seja. Vive cada minuto intensamente e no maior segredo, faz como aquele poeta que só deixou que as suas palavras fossem lidas depois de morrer, para que ninguém o julgasse ou pudesse apontar-lhe o dedo.
Guarda-me bem, perto de ti, sempre perto, mesmo que eu não te veja ou tu não me fales, estarei ali, junto de ti, como Vénus sempre atrás da lua quando o dia cai e a noite se levanta, silenciosa, altiva, celeste e discreta. Deixa-me ficar ai, ai ninguém me vê, estou protegida pela discrição da noite, pelo silêncio dos pássaros que já dormem e não nos podem denunciar. Serei uma sombra, um suspiro, um sorriso, uma festa no teu cabelo.
E a minha presença, certa e segura junto ao teu coração, vai-te trazer de volta os sons das nossas conversas, a temperatura das nossas mãos entrelaçadas uma na outra, o sabor da minha boca na tua, o meu olhar dentro do teu como se nunca tivesse partido, como se nunca mais precisasses de voltar a essa estúpida rotina que nos rege os dias e as noites, e nunca mais te sentirás uma pessoa normal, igual às outras, porque é agora que podes ser dono da tua vida e do teu coração, é agora que tudo pode acontecer de outra forma e a vida se transformar em algo que sempre sonhaste!
Confissão nº 12
Confissão nº11
Liçoes do abismo
11 de maio de 2010
Confissão nº9
Alma de passaro
Não, o teu amor por mim, volto a dizê-lo, não foi uma inevitabilidade, mas uma escolha feita com a leveza e a frontalidade com que fazes tudo na vida. Por isso te foi tão linear - e repara que não escrevo a palavra fácil - escolher outro caminho.
Mas não foi assim para mim. Deixei-me levar por essa inevitabilidade, submetendo-me a tudo o que depois se seguiu, e chamando-lhe amor. Um amor total, gratuito, despojado, com o corpo, a cabeça e o coração todos enterrados lá dentro
Diário da tua ausência
A saga de um pensador
Confissão nº5
Porque?

Não consigo entender o que pretendes com as tuas atitudes.
Queres, não queres, tratas bem, tratas mal, das valor, não das... No fundo, deves ter algum interesse.
Estas a ser egoísta, só pensas em ti, falas de mim, acusas-me, fazes sentir me culpada, fazes-me desejar sentimentos indesejáveis, e a minha pergunta é, porque?
Satisfaz-te?
Gostas de me ver assim?
Da-te prazer?
Sim, tu. Sabes de quem estou a falar, sabes que estou a falar de ti.
Sempre pensaste, e no momento pensas que te pertenço, que sou um bem, exclusivamente teu. Pois estas enganado.
Dói, no fundo, dói tanto que ninguém pode imaginar, o teu desprezo, as tuas palavras, os teus actos...
Confiei em ti, entreguei-me a ti, de corpo e alma, sempre fiz tudo por ti, lutei como nunca lutei por nada nem ninguém, mas eu fiz isso por ti. O meu sacrifício foi em vão, agora olho para tudo que tem a tua presença, e pergunto-me, porque?
Sabe tão bem estar ao pé de ti, mas se isto aconteceu, não foi por minha causa, mas sim porque não sabes o que é amar, lamento,podia ter dado tudo certo, mas tu não quiseste.
8 de maio de 2010
Mágoa...

Está para lá da tristeza, da solidão, do desejo de lutar pelo que já se perdeu, da raiva de não ter o que mais se queria, da pena de ter deixado fugir um grande amor, por ser demasiado grande.
Primeiro grita-se, barafusta-se, soluça-se em catadupas, fazem-se esperas, mandam-se flores, livros sublinhados, convocam-se os amigos para em quórum planearem connosco uma estratégia de recuperação, sente-se aos solavancos e come-se sem mastigar, num torpor raivoso e revoltado. A vida vai mais depressa do que nós, passa-nos por cima e os dias comem-se uns aos outros. Só queremos que o tempo corra para nos apaziguar a dor e acalmar os papos nos olhos.
Depois é o pós-guerra, a rendição, a entrega das armas e as sentenças de um tribunal marcial interior, em que os juízes são a vida e o réu, o que fizemos dela.
Limpam-se os destroços, enterram-se os mortos, tratam-se os feridos que são as nossas feridas, feitas de saudades, desencontros, palavras infelizes e atitudes insensatas, medos, frustrações e tudo o que não dissemos. Há quem se rodeie de amigos, durma com antigos casos, se enrole numa manta de xadrez e se torne o mais fiel cliente do clube de vídeo da esquina. Há quem tome calmantes, absorva vodka em noitadas vazias como uma esponja inútil, se mude outra vez para casa da mãe, ou parta em uma viagem para um local turisticamente muito apetecível.
O pior é quando se chega lá, apetece tudo menos lá ficar. Percebemos que não há longe nem distância para a dor, e que nenhum amante, amigo, mãe, irmão, droga ou bebida matam a saudade do que já fomos ou de quem já tivemos nos braços.
A mágoa chega então, quando o cansaço já não nos deixa sentir mais nada. É silenciosa e matreira, instala-se sem darmos por ela, aloja-se no coração e começa a deixar sinais aqui e ali, dentro de nós. A pouco e pouco sentimos que já não somos a mesma pessoa.
As cicatrizes podem esbater-se com os anos e ser remendadas com hábeis golpes de plástica, mas ficarão para sempre debaixo dos excertos que fazemos à alma.
O cansaço mata tudo. A raiva de não termos quem tanto amámos, a fúria de não sermos donos da nossa vontade, o orgulho de termos perdido quem mais queríamos. Só não mata as saudades e a vontade de continuar a sonhar que um dia pode mudar outra vez e libertar-nos de nós mesmos e do sofrimento, tão grande quanto involuntário, tão patético quanto verdadeiro.
Às vezes, quando a mágoa é enorme e sufoca, vegetamos em silêncio para que ela não nos coma. Fingimos que está tudo bem, rimo-nos de nós próprios perante os outros e até mesmo perante o outro que vive dentro de nós. Tornamo-nos espectadores da nossa dor. Afastamo-nos de nós, do que somos, daquilo em que acreditamos. No fundo estamos a desistir, como quem volta atrás porque tem medo do escuro, vencidos pela desilusão cansadas de esperar em casa que o mundo pare e se lembre de nós.
Mas o mundo nunca pára. Nada pára. A vida foge, os dias atropelam-se, é preciso continuar a vivê-los, mesmo com dor, mesmo com mágoa. Pelo menos a mágoa magoa, faz-nos sentir vivos.
Arde no peito e no orgulho, mas pouco a pouco vai matando a dor.
Torna-se a nossa companheira mais próxima, deixando de nos defender da tristeza que se vai consumindo como uma vela esquecida num presépio morto que uma corrente de ar ou um novo sopro de vida um dia apagará. Mas isso só é possível quando conseguirmos esquecer.
Almas gémeas?

Uma alma gémea que esteja disponível mas adormecida é uma figura trágica e pode causar grande angústia.
...
As desculpas da mente fazem-se ouvir a todo o momento. Sou demasiado jovem; necessito de mais experiência; ainda não estou pronto para assentar; és de uma religião diferente (ou raça, região, estrato social, nível intelectual, base cultural e assim sucessivamente). Isto são desculpas, pois as almas não possuem nenhum destes atributos.
A pessoa pode reconhecer a química. A atracção está lá em definitivo, mas a origem da química não é compreendida. É ilusório acreditar que essa paixão, esse reconhecimento da alma, essa atracção sejam facilmente encontrados de novo com outra pessoa. Não se tropeça numa alma gémea todos os dias.
...
Nunca nos devemos preocupar em encontrar a alma gémea. Tais encontros são coisa do destino. Ocorrerão. Depois do encontro, reina o livre-arbítrio de ambas as partes. que decisões são tomadas é uma questão de livre-arbítrio, de escolha. Os mais adormecidos tomarão decisões baseadas na mente e em todos os seus medos e preconceitos. Infelizmente, isto muitas vezes resulta em corações partidos.
7 de maio de 2010
Há muitos tipos de corações.
Há muitos tipos de corações. Há corações pequenos e tímidos, há corações grandes e abertos, há corações onde é preciso meter requerimentos de papel azul e selo de garantia para abrirem as portas e outros cheios de janelas, frescos e arejados. Há corações... com trancas, segredos e sistema de alarme que são como cofres de bancos. Corações sombrios e desconfiados, com fechaduras secretas e portas falsas. Corações que parecem simples, mas quando se entra lá dentro, espera-nos o mais perverso dos labirintos. E há corações que são como jardins públicos, onde pessoas de todas as idades podem entrar e descansar. Há corações que são como casas antigas, cheios de mistérios e fantasmas, com jardins secretos e sótãos poeirentos, carregados de memórias e recordações e há corações simples e fáceis de conhecer, descontraídos e leves, sempre em férias como tendas de campismo. Há corações viajantes, temerários e corajosos, como barcos à vela que nos parecem bonitos ao longe, mas que nos deixam sempre na boca o sabor amargo de nunca os conseguirmos abarcar... Há corações missionários, despojados e enormes. Há corações que são paquetes de luxo, onde o requinte é a palavra-chave para baterem... Há corações que são como borboletas e voam de um lado para o outro sem parar, numa pressa ansiosa de viver tudo antes que a vida se acabe.
Há corações que são como elefantes do zoo, muito grandes, pacíficos e passivos que aceitam viver limitados pelos outros e que até tocam o sino se os tratarmos bem e lhes dermos mimos e corações aventureiros, sempre prontos para partir em difíceis expedições e se ultrapassarem a si mesmos. Há corações rebeldes e selvagens que não suportam laços nem correntes, corações que correm tão depressa como chitas e matam como leoas, e depois há corações gnus, que sabem que vão ser caçados mas não fogem ao seu destino...
Há corações que são como rosas, caprichosas e cheios de espinhos e outros que são campainhas, simplórios e carentes sempre a chamar por afecto. Há corações que são como girassóis, rodando as suas paixões ao sabor do brilho e da glória e corações como batata-doce, que só crescem e se alimentam se estiverem bem guardados e escondidos debaixo da terra.
Há corações que são como pianos, altivos e majestosos onde só tocam os que possuem a arte de bem seduzir. E corações como harpas, onde uma simples festa provoca uma sinfonia.
Há corações incondicionais que vivem tão maravilhados em descobrir a grandeza de outros corações que às vezes se esquecem de si próprios... Há corações estrategas, que batem ao ritmo de esquemas e planos, corações transgressores que vivem para amar clandestinamente e só sabem desejar o proibido e corações conservadores, que só se entregam quando tudo é de acordo com os seus padrões e valores.
Há corações a motor, que vivem só para o trabalho e corações poetas só se alimentam de sonhos e ilusões. Há corações teatrais, para quem a vida é uma comédia ou uma tragédia e corações cinéfilos que registam a beleza de cada momento em frames de paixão.


