26 de maio de 2010
22 de maio de 2010
Existe uma criança dentro de mim

Às vezes somos possuídos por uma sensação de tristeza que não conseguimos controlar - dizia ele. - Percebemos que o instante mágico daquele dia passou e nada fizemos. Então, a vida esconde a sua magia e a sua arte.
Temos que dar ouvidos à criança que fomos um dia e que ainda existe dentro de nós. Essa criança percebe de instantes mágicos. Podemos sufocar o seu pranto, mas não podemos calar a sua voz.
Essa criança que fomos um dia continua presente. Bem-aventurados os pequeninos, porque deles é o reino dos céus.
Se não nascermos de novo, se não tornarmos a olhar a vida com a inocência e o entusiasmo da infância, viver não terá mais sentido.
Existem muitas maneiras de se cometer suicídio. Os que tentam matar o corpo, ofendem a lei de Deus. Os que tentam matar a alma, também ofendem a lei de Deus, embora o crime seja menos visível aos olhos do homem.
Prestemos atenção ao que nos diz a criança que temos guardada no peito. Não nos envergonhemos por causa dela. Não vamos deixar que ela tenha medo, porque está só e quase nunca é ouvida.
Vamos permitir que ela tome um pouco as rédeas da nossa existência. Essa criança sabe que um dia é diferente do outro.
Vamos fazer com que ela se sinta amada novamente. Vamos agradar-lhe - mesmo que isso signifique agir de uma maneira a que não estamos acostumados, mesmo que isso pareça uma tolice aos olhos dos outros.
Lembrem-se que a sabedoria dos homens é a loucura diante de Deus. Se ouvirmos a criança que temos na alma, os nossos olhos tornarão a brilhar. Se não perdermos o contacto com essa criança, não perderemos o contacto com a vida.
Confissão nº22
Alma de passaro
Fazes-me falta, meu amor. E a falta que me fazes não se resgata nas palavras, nas esperas, na conjugação estóica do verbo aceitar. Eu sei que tudo o que te digo cai por terra, que a minha espera é inútil, que nunca saberei conjugar o verbo, que tudo muda, mas é sobretudo o que menos desejo ou mais temo.
20 de maio de 2010
As cores da vida
Onde foram todas as cores?
Quero poder pintar o meu mundo de cores, dar á minha vida o brilho do arco-iris que em minha infância pintei!Cheio de cor, de sonhos, esperanças!Quero dar todo esse sabor á minha vida, quero poder amar, saborear o amor...
É complicado quando as tintas faltam, quando a tela rasga, quando o pincel é a única ferramenta..
Quando nós e apenas nós nos temos a nós próprios para encontrar as cores e o arco-iris para pintar...
Devolvam a minha tela, quero poder pintar o meu retrato, quero pintar de cores a minha sombra escura, quero transforma-lá em algo que eu possa amar, algo que faça elevar o meu sonho a minha esperança...
A pouco e pouco deixarei de ter a sombra negra e passarei a ter duas sombras de mao dada, duas almas que se encontraram no infinito e que ficaram na realidade!!!
Quero encher o mundo de todas as cores que existem, pintá-lo até ao infinito, quero mudar todas as cores, tornar tudo diferente, mudar o mundo...
E se um dia pintasse todos aqueles cantos escuros e medonhos de cores claras e brilhantes??
Se um dia pintasse o mundo e espalha-se a alegria??
Apenas se encontra-se as cores que tanto procuro, as cores do meu arco-iris!!!
Se te encontra-se coberto de azul no meio do verde da floresta!!!
E as nossas cores se fundissem naquela cor única, inigualavel a outras, naquela cor que falta no meu arco-iris!Enfim a cor que procuro!?
Pois todos nós somos puzzles por completar, onde hão-de faltar sempre peças, pequeninas peças feitas de cores diferentes!!
Vou encher o mundo de cores!!
Á procura das cores que possam pintar o meu arco-iris!!
A vida é um puzzle, e nós somos algumas das peças que procuramos, elas encontram-se dentro de nós, na voz da nossa alma!!
Tu, tu és a peça que me falta, mas afinal quem és tu? Se ao menos eu te pudesse encontrar por entre a neblina da montanha!!
Ou se ao menos me pudesses encontrar neste frio esconderijo!
Procurando a peça completante esperando que seja ela me encontrar!
16 de maio de 2010
Confissão nº21
13 de maio de 2010
Tempo&Amor
fracos e ateia os mais fortes. É uma espécie de teste, uma prova cega,
uma forma inequívoca de clarificar a essência daquilo a que tantas
vezes queremos chamar amor e que ainda não é mais do que o minúsculo
embrião de futuro incerto e tantas vezes improvável.
O tempo está para o amor como o vento para os incêndios. Alastra
repentinamente, traiçoeiro e sem aviso, vai para lugares onde nunca
pensamos que pudesse sequer chegar, faz-nos tremer, sofrer, rezar,
dá-nos vontade de lutar para o combater, porque não sabemos para onde
vamos, o que queremos nem se seremos os mesmo depois do fim... e por
isso receamos o fim antes mesmo do princípio, imaginamos cenários
apocalípticos para proteger o coração cansado e errante que não quer
ainda, apesar de tudo, parar para pensar ou escolher um lugar.
O tempo está para o amor como está para tudo o resto na vida. É o
tempo que nos dá maturidade, que nos ensina a distinguir o que é
urgente daquilo que é mesmo importante, que nos mostra onde estão os
verdadeiros amigos, que nos dita quais os princípios pelos quais nos
regemos e como deveremos lidar com as nossas fraquezas. O tempo
ensina-nos a viver com os nossos defeitos e a respeitar as diferenças
dos outros. Dá-nos sabedoria, tolerância, paciência, distância,
objectividade, clareza mental. Afasta as dúvidas e as hesitações.
Poupa-nos de decepções e enganos. Abre-nos os olhos quando somos os
únicos a não ver. E dá-nos força para continuar, mesmo que o amor seja
uma ausência, uma perda, uma falta, uma desilusão.
Mas o amor está para o tempo como uma vela acesa numa noite de luar. O
amor é trémulo, impaciente, frágil, volúvel, fraco, fácil de acender.
Tantas vezes se consome a si próprio, tantas vezes é tão fácil de
apagar, para depois se reacender, voltar a vacilar, incerto e
inseguro, quente mas efémero, forte mas falível, romântico mas tantas
vezes superficial...
O amor abre o coração, desprotege o espírito, acorda o corpo e aquece
a alma. Pode nascer de um olhar mais longo, de uma conversa à mesa, de
um passeio à beira-mar, da simples passagem da palma de uma mão por
uma cintura desprevenida. Não tem regras, nem tempo, nem cores, porque
não tem limites, nem compassos nem contornos. Por isso é que quando
nos apaixonamos enchemos páginas inúteis com os defeitos e qualidades
do nosso amado sem chegarmos a nenhuma conclusão. E ao vermos nele
alguns defeitos que tanto abominamos, condescendemos, abreviamos,
contemporizamos e deixamos passar. Porque o verdadeiro amor é aquele
que resiste ao tempo, sobrevive às dúvidas, emerge do medo e aprende a
dominá-lo.
Amar é outra coisa. É dar sem pensar, é sonhar o dia todo acordado e
dormir sem nunca adormecer, é galgar distâncias com agilidade e
destreza, é viajar sem sair de casa, escolher livros e programar
surpresas, namorar o telefone à espera que ele toque, acordar depois
de duas horas de sono com cara de bebé, sentir que somos invencíveis e
que a perfeição está tão perto e é tão fácil, que a morte já podia
chegar, sem termos medo de perder a vida.
O verdadeiro amor é absoluto, indestrutível, estóico, inflexível na
sua essência e tolerante na sua vivência, discreto, sóbrio, contido,
reservado, escondido, recatado, amadurecido, desejado, incondicional,
amargurado, sagrado, sobressaltado. O verdadeiro amor é delicado, bom
ouvinte, cúmplice, fiel sem ser servil, atento sem se impor, carinhoso
sem cobrar, atencioso sem sufocar e muito, muito cuidadoso para nunca
se perder, se estragar, se esquecer ou desvirtuar. O segredo está no
tempero, na moderação, nas palavras que nunca se chegam adizer, nas
conversas perdidas à beira do rio, no olhar que fica no ar, no tempo
que é preciso dar para que cresça, amadureça e deixe de meter medo. É
preciso dar tempo ao amor, um tempo sem tempo, sem datas nem prazos,
sem exigências nem queixas, porque o amor leva o tempo que for
preciso.
Confissão nº19
Diário da tua ausência
Diário da tua ausência
Confissão nº 18
Confissão nº17
Confissão nº 16 [Não há coincidencias]
Lições do amor

Espera só mais um ou dois minutos, eterniza este abraço, grava-o na tua memória para que amanhã e depois, e depois te dê apoio e protecção, te faça sentir amado e desejado, como uma mãe que ama um filho, sempre e em silêncio, sem nunca perder a paciência, sem nunca cobrar, sem nunca pedir, só dar, dar, dar.
Espera ainda, esconde tudo leva o meu cheiro para casa e esconde-o dentro de uma gaveta, não deixes que ninguém saiba que te quero e te desejo, não deixes que te falem de mim, não oiças o que os outros te dizem, eles não estão no meio de nós, ninguém está no meio de nós, só nós é que estamos aqui, a vida que vivemos é a nossa vida e não a que os outros querem que seja. Vive cada minuto intensamente e no maior segredo, faz como aquele poeta que só deixou que as suas palavras fossem lidas depois de morrer, para que ninguém o julgasse ou pudesse apontar-lhe o dedo.
Guarda-me bem, perto de ti, sempre perto, mesmo que eu não te veja ou tu não me fales, estarei ali, junto de ti, como Vénus sempre atrás da lua quando o dia cai e a noite se levanta, silenciosa, altiva, celeste e discreta. Deixa-me ficar ai, ai ninguém me vê, estou protegida pela discrição da noite, pelo silêncio dos pássaros que já dormem e não nos podem denunciar. Serei uma sombra, um suspiro, um sorriso, uma festa no teu cabelo.
E a minha presença, certa e segura junto ao teu coração, vai-te trazer de volta os sons das nossas conversas, a temperatura das nossas mãos entrelaçadas uma na outra, o sabor da minha boca na tua, o meu olhar dentro do teu como se nunca tivesse partido, como se nunca mais precisasses de voltar a essa estúpida rotina que nos rege os dias e as noites, e nunca mais te sentirás uma pessoa normal, igual às outras, porque é agora que podes ser dono da tua vida e do teu coração, é agora que tudo pode acontecer de outra forma e a vida se transformar em algo que sempre sonhaste!
Confissão nº 12
Confissão nº11
Liçoes do abismo
11 de maio de 2010
Confissão nº9
Alma de passaro
Não, o teu amor por mim, volto a dizê-lo, não foi uma inevitabilidade, mas uma escolha feita com a leveza e a frontalidade com que fazes tudo na vida. Por isso te foi tão linear - e repara que não escrevo a palavra fácil - escolher outro caminho.
Mas não foi assim para mim. Deixei-me levar por essa inevitabilidade, submetendo-me a tudo o que depois se seguiu, e chamando-lhe amor. Um amor total, gratuito, despojado, com o corpo, a cabeça e o coração todos enterrados lá dentro
Diário da tua ausência
A saga de um pensador
Confissão nº5
Porque?

Não consigo entender o que pretendes com as tuas atitudes.
Queres, não queres, tratas bem, tratas mal, das valor, não das... No fundo, deves ter algum interesse.
Estas a ser egoísta, só pensas em ti, falas de mim, acusas-me, fazes sentir me culpada, fazes-me desejar sentimentos indesejáveis, e a minha pergunta é, porque?
Satisfaz-te?
Gostas de me ver assim?
Da-te prazer?
Sim, tu. Sabes de quem estou a falar, sabes que estou a falar de ti.
Sempre pensaste, e no momento pensas que te pertenço, que sou um bem, exclusivamente teu. Pois estas enganado.
Dói, no fundo, dói tanto que ninguém pode imaginar, o teu desprezo, as tuas palavras, os teus actos...
Confiei em ti, entreguei-me a ti, de corpo e alma, sempre fiz tudo por ti, lutei como nunca lutei por nada nem ninguém, mas eu fiz isso por ti. O meu sacrifício foi em vão, agora olho para tudo que tem a tua presença, e pergunto-me, porque?
Sabe tão bem estar ao pé de ti, mas se isto aconteceu, não foi por minha causa, mas sim porque não sabes o que é amar, lamento,podia ter dado tudo certo, mas tu não quiseste.
8 de maio de 2010
Mágoa...

Está para lá da tristeza, da solidão, do desejo de lutar pelo que já se perdeu, da raiva de não ter o que mais se queria, da pena de ter deixado fugir um grande amor, por ser demasiado grande.
Primeiro grita-se, barafusta-se, soluça-se em catadupas, fazem-se esperas, mandam-se flores, livros sublinhados, convocam-se os amigos para em quórum planearem connosco uma estratégia de recuperação, sente-se aos solavancos e come-se sem mastigar, num torpor raivoso e revoltado. A vida vai mais depressa do que nós, passa-nos por cima e os dias comem-se uns aos outros. Só queremos que o tempo corra para nos apaziguar a dor e acalmar os papos nos olhos.
Depois é o pós-guerra, a rendição, a entrega das armas e as sentenças de um tribunal marcial interior, em que os juízes são a vida e o réu, o que fizemos dela.
Limpam-se os destroços, enterram-se os mortos, tratam-se os feridos que são as nossas feridas, feitas de saudades, desencontros, palavras infelizes e atitudes insensatas, medos, frustrações e tudo o que não dissemos. Há quem se rodeie de amigos, durma com antigos casos, se enrole numa manta de xadrez e se torne o mais fiel cliente do clube de vídeo da esquina. Há quem tome calmantes, absorva vodka em noitadas vazias como uma esponja inútil, se mude outra vez para casa da mãe, ou parta em uma viagem para um local turisticamente muito apetecível.
O pior é quando se chega lá, apetece tudo menos lá ficar. Percebemos que não há longe nem distância para a dor, e que nenhum amante, amigo, mãe, irmão, droga ou bebida matam a saudade do que já fomos ou de quem já tivemos nos braços.
A mágoa chega então, quando o cansaço já não nos deixa sentir mais nada. É silenciosa e matreira, instala-se sem darmos por ela, aloja-se no coração e começa a deixar sinais aqui e ali, dentro de nós. A pouco e pouco sentimos que já não somos a mesma pessoa.
As cicatrizes podem esbater-se com os anos e ser remendadas com hábeis golpes de plástica, mas ficarão para sempre debaixo dos excertos que fazemos à alma.
O cansaço mata tudo. A raiva de não termos quem tanto amámos, a fúria de não sermos donos da nossa vontade, o orgulho de termos perdido quem mais queríamos. Só não mata as saudades e a vontade de continuar a sonhar que um dia pode mudar outra vez e libertar-nos de nós mesmos e do sofrimento, tão grande quanto involuntário, tão patético quanto verdadeiro.
Às vezes, quando a mágoa é enorme e sufoca, vegetamos em silêncio para que ela não nos coma. Fingimos que está tudo bem, rimo-nos de nós próprios perante os outros e até mesmo perante o outro que vive dentro de nós. Tornamo-nos espectadores da nossa dor. Afastamo-nos de nós, do que somos, daquilo em que acreditamos. No fundo estamos a desistir, como quem volta atrás porque tem medo do escuro, vencidos pela desilusão cansadas de esperar em casa que o mundo pare e se lembre de nós.
Mas o mundo nunca pára. Nada pára. A vida foge, os dias atropelam-se, é preciso continuar a vivê-los, mesmo com dor, mesmo com mágoa. Pelo menos a mágoa magoa, faz-nos sentir vivos.
Arde no peito e no orgulho, mas pouco a pouco vai matando a dor.
Torna-se a nossa companheira mais próxima, deixando de nos defender da tristeza que se vai consumindo como uma vela esquecida num presépio morto que uma corrente de ar ou um novo sopro de vida um dia apagará. Mas isso só é possível quando conseguirmos esquecer.
Almas gémeas?

Uma alma gémea que esteja disponível mas adormecida é uma figura trágica e pode causar grande angústia.
...
As desculpas da mente fazem-se ouvir a todo o momento. Sou demasiado jovem; necessito de mais experiência; ainda não estou pronto para assentar; és de uma religião diferente (ou raça, região, estrato social, nível intelectual, base cultural e assim sucessivamente). Isto são desculpas, pois as almas não possuem nenhum destes atributos.
A pessoa pode reconhecer a química. A atracção está lá em definitivo, mas a origem da química não é compreendida. É ilusório acreditar que essa paixão, esse reconhecimento da alma, essa atracção sejam facilmente encontrados de novo com outra pessoa. Não se tropeça numa alma gémea todos os dias.
...
Nunca nos devemos preocupar em encontrar a alma gémea. Tais encontros são coisa do destino. Ocorrerão. Depois do encontro, reina o livre-arbítrio de ambas as partes. que decisões são tomadas é uma questão de livre-arbítrio, de escolha. Os mais adormecidos tomarão decisões baseadas na mente e em todos os seus medos e preconceitos. Infelizmente, isto muitas vezes resulta em corações partidos.
7 de maio de 2010
Há muitos tipos de corações.
Há muitos tipos de corações. Há corações pequenos e tímidos, há corações grandes e abertos, há corações onde é preciso meter requerimentos de papel azul e selo de garantia para abrirem as portas e outros cheios de janelas, frescos e arejados. Há corações... com trancas, segredos e sistema de alarme que são como cofres de bancos. Corações sombrios e desconfiados, com fechaduras secretas e portas falsas. Corações que parecem simples, mas quando se entra lá dentro, espera-nos o mais perverso dos labirintos. E há corações que são como jardins públicos, onde pessoas de todas as idades podem entrar e descansar. Há corações que são como casas antigas, cheios de mistérios e fantasmas, com jardins secretos e sótãos poeirentos, carregados de memórias e recordações e há corações simples e fáceis de conhecer, descontraídos e leves, sempre em férias como tendas de campismo. Há corações viajantes, temerários e corajosos, como barcos à vela que nos parecem bonitos ao longe, mas que nos deixam sempre na boca o sabor amargo de nunca os conseguirmos abarcar... Há corações missionários, despojados e enormes. Há corações que são paquetes de luxo, onde o requinte é a palavra-chave para baterem... Há corações que são como borboletas e voam de um lado para o outro sem parar, numa pressa ansiosa de viver tudo antes que a vida se acabe.
Há corações que são como elefantes do zoo, muito grandes, pacíficos e passivos que aceitam viver limitados pelos outros e que até tocam o sino se os tratarmos bem e lhes dermos mimos e corações aventureiros, sempre prontos para partir em difíceis expedições e se ultrapassarem a si mesmos. Há corações rebeldes e selvagens que não suportam laços nem correntes, corações que correm tão depressa como chitas e matam como leoas, e depois há corações gnus, que sabem que vão ser caçados mas não fogem ao seu destino...
Há corações que são como rosas, caprichosas e cheios de espinhos e outros que são campainhas, simplórios e carentes sempre a chamar por afecto. Há corações que são como girassóis, rodando as suas paixões ao sabor do brilho e da glória e corações como batata-doce, que só crescem e se alimentam se estiverem bem guardados e escondidos debaixo da terra.
Há corações que são como pianos, altivos e majestosos onde só tocam os que possuem a arte de bem seduzir. E corações como harpas, onde uma simples festa provoca uma sinfonia.
Há corações incondicionais que vivem tão maravilhados em descobrir a grandeza de outros corações que às vezes se esquecem de si próprios... Há corações estrategas, que batem ao ritmo de esquemas e planos, corações transgressores que vivem para amar clandestinamente e só sabem desejar o proibido e corações conservadores, que só se entregam quando tudo é de acordo com os seus padrões e valores.
Há corações a motor, que vivem só para o trabalho e corações poetas só se alimentam de sonhos e ilusões. Há corações teatrais, para quem a vida é uma comédia ou uma tragédia e corações cinéfilos que registam a beleza de cada momento em frames de paixão.
2 de maio de 2010
Uma vez pensei que....

Na minha proxima vida quero vive-la de tras para a frente! começar morta para despachar logo o assunto. depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa :D Ser expulsa porque estou demasiada saudavel, ir receber a pensao e começar a trabalhar, receber logo um relogio de ouro no primeiro dia! trabalhar 40 anos ate ser nova o suficiente para gozar da reforma. Divertir.me, embebedar.me e ser de uma forma geral promiscua, e depois de estar pronto para o liceu :) Em seguida a primaria, fica.se crianca, brinca.se. nao temos responsabilidades e ficamos bebe ate nascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço e quartos à descriçao e um quarto maior a cada dia, e depois... VOILA! acaba como o orgasmo! I REST MY CASE :D

