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12 de março de 2010

13.03.2010


Hoje, um dia igual a todos os outros, acordei pela manhã já bem atrasada para a primeira aula de sexta-feira, Inglês. Curiosamente cheguei a tempo devo ter corrido o caminho todo e de tão preocupada com o facto de chagar a tempo nem dei por isso.

A aula passou rapidamente pois não estive com a mínima atenção, só queria sair de ali ir para fora e poder sentir o sol a bater na minha cara, aquela sensação de tranquilidade eterna mas que só iria durar 10 minutos. Não conseguia pensar em nada foi como se algo na minha mente me dissesse que não valia a pena, seria perder tempo.

Passados os 10 minutos de descanso regressei para a minha sala, iria ter um teste de Português, no dia anterior não tinha estudado nada e tinha certezas de que o teste iria correr-me mal, porém correu bastante bem, até estou bastante confiante, e posso dizer que isso melhorou o meu dia.

Ao fim do teste, revoltada por ter passado 10 dos 15 minutos do meu intervalo na sala voltei rapidamente para perto do sol para que este pudesse aquecer-me com o seu calor e iluminar-me a expressão confiante. Seguiu-se a aula de história, até nem correu assim tão mal, e posso afirmar que foi bastante engraçada, mas não passava da rotina que todos os dias tinha que enfrentar.

Quando finalmente a aula tinha acabado, dirigi me lentamente para a saída, e lá estava o João a minha espera como todos os dias. Beijei-o na face, neste momento lembro me com um sorriso nos lábios que a sua barba tinha me picado e como um reflexo inevitável toquei-me nos lábios… Sem mais palavras saímos da escola e íamos a caminho da minha casa, mas pelo caminho paramos e ficamos na conversa, quando finalmente cheguei a casa já cansada, a minha mãe recusou se a preparar me o almoço. Estava cansada, só queria comer e ir dormir mas a fome que sentia não me deixava faze-lo.

Fazendo birra, fui para a cozinha, fui a janela, a paisagem não é nada de especial mas curiosamente transmite-me tranquilidade, pois, de ali consigo observar a vida monótona dos meus vizinhos. Mas sem interesse de o fazer neste dia fui junto ao fogão e preparei massa com queijo, foi a primeira coisa que me veio a cabeça no meio da confusão em que penso todos os dias. Já sem alguma paciência para qualquer coisa que fosse as 16h35 finalmente sentei-me a mesa, sozinha e deixando me levar pela música fui comendo.

Pouco tempo depois dei por mim quase a dormir com a cabeça em cima da mesa, obviamente tinha dificuldades em levantar me devido ao cansaço que sentia, mas querendo ou não fui para a cama, acordei com o toque do meu telemóvel, estavam me a ligar para me dizerem que este fim-de-semana tinha que trabalhar. A seguir revoltada e sonolenta dirigi me a cozinha pois tinha que lavar a louça que tinha usado para fazer o almoço.

Já na altura do jantar, de mau humor acabei por discutir com toda a gente. A seguir a minha mãe tinha a intenção de conversar comigo, sentou se e perguntou me o que se passava comigo pois a dias que ninguém cá em casa consegue ter uma conversa comigo, eu como sempre respondi-lhe que estava stressada mas depois começamos a discutir, ela disse me que estava farta e cansada de mim, nesse momento o meu olhar foi se desviando pois as lágrimas estavam lá, arrepiei me e calei me.

Recusei me a dizer mais uma palavra que fosse, sentia me a mais nesta casa, como se estivesse só a atrapalhar e dar trabalho, gastar o tão precioso e dificilmente ganho dinheiro, estava triste e desiludida, não foi a primeira vez, ouvi coisas piores, mas aquilo tocou me, a minha mãe disse me que era uma fingida, ela não estava a perceber que estava a sofrer, que não estava bem que tento melhorar, mas não passam de tentativas sem sucesso, sinto que quanto melhor estiver, mais me magoo, que não tenho ninguém para falar, ninguém para desabafar, que não posso contar com ninguém.

Tenho sido constantemente desiludida pelas pessoas que me rodeiam.

01h20, A Milion Miles Away é a música que estou a ouvir, enquanto me pergunto, será que isto faz sentido? Será que tenho razões para estar assim?

Sinto uma enorme saudade de ser criança.

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